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O comprador da OLX mandou um link para liberar o pagamento, e a loja perdeu pelo menos R$ 42 mil

Comprador que manda link para liberar pagamento na OLX é golpe. Em Rio Preto, uma lojista abriu o link, teve as contas da empresa invadidas e perdeu R$ 42 mil.

Dona de uma loja de máquinas e ferramentas atrás do balcão à noite, cercada de furadeiras e caixas de ferramentas, digitando no celular numa conversa com um link destacado

Se um comprador da OLX, ou de qualquer site de anúncios, manda um link dizendo que você precisa acessá-lo para receber ou liberar o pagamento, é golpe, porque quem paga não precisa que o vendedor faça nada além de informar como quer receber. Em 3 de setembro de 2026 a dona de uma loja de máquinas e ferramentas em São José do Rio Preto abriu um link desses, informou os dados bancários e teve as contas da empresa invadidas, com prejuízo de pelo menos R$ 42 mil.

O caso foi registrado na Polícia Civil e publicado pela Gazeta de Rio Preto e pela Região Noroeste, ambas em 4 de setembro de 2026.

Como foi o golpe contra a loja de Rio Preto?

A empresária, de 36 anos, é dona de uma loja especializada em máquinas e ferramentas e anunciou um produto na OLX. Por volta das 19h30 de 3 de setembro, recebeu a mensagem de um homem que se apresentou como interessado na compra.

Durante a negociação, o suposto comprador mandou um link externo e disse que o acesso era obrigatório para liberar o pagamento. Ele também perguntou qual era a chave Pix e qual banco a empresa usava para receber. Depois que a empresária abriu o link e forneceu as informações bancárias, os golpistas conseguiram entrar nas contas vinculadas à empresa e fizeram transferências instantâneas para contas de terceiros.

Até o registro da ocorrência, o prejuízo identificado era de R$ 42 mil, mas ela disse aos policiais que ainda não tinha conferido todos os extratos e que o valor podia ser maior. Nenhum suspeito havia sido identificado até então.

Por que o link do comprador é o sinal do golpe?

Porque, numa venda de verdade, quem precisa fazer alguma coisa para o dinheiro chegar é o comprador. O vendedor informa a chave Pix ou os dados de pagamento, e pronto. Um link que o vendedor precisa abrir para "liberar" o dinheiro inverte essa lógica, e é aí que o golpe mora.

As reportagens não dizem o que exatamente havia no link, se uma página que imitava banco ou plataforma, ou um programa que dava acesso ao celular. O que se sabe é que, depois de abri-lo e passar os dados bancários, a empresária perdeu o controle das contas da empresa. O pedido de chave Pix e do nome do banco parece inocente, já que quem vende informa esses dados o tempo todo, e justamente por isso ele ajuda o golpista a montar a próxima etapa.

É o mesmo golpe do falso suporte?

São parentes. No golpe do falso suporte, investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, a mensagem falsa diz que o pagamento já foi aprovado para que o vendedor entregue o produto. No caso de Rio Preto, o link não pediu a entrega, ele abriu caminho para as contas bancárias da empresa, e o prejuízo deixou de ter relação com o valor do produto anunciado.

Nos dois, a regra de defesa é a mesma: o pagamento se confere no aplicativo do banco ou no painel da plataforma, e nunca por algo que o comprador manda. E, nos dois, o golpe chega no momento em que o vendedor está mais disposto a colaborar, que é quando acha que a venda está fechando.

O banco tem responsabilidade quando a conta da empresa é invadida?

Depende de como a invasão aconteceu. Quando o banco deixa passar transferências muito fora do padrão da conta, em sequência e para destinos novos, existe discussão sobre o dever de segurança da instituição, tema que tratamos em o golpe do falso gerente. Quando a própria vítima entregou senhas ou códigos, o banco costuma alegar culpa exclusiva dela, e a análise olha os dois lados.

O que ajuda em qualquer cenário é agir rápido. O Pix tem um mecanismo de devolução para casos de fraude, pedido ao próprio banco, e a chance de recuperar depende de ainda haver dinheiro na conta de destino, o que costuma durar pouco.

O que fazer agora

Antes de vender:

  1. Não abra links mandados pelo comprador, nem para "liberar", "confirmar" ou "receber" pagamento.
  2. Confira o pagamento no aplicativo do banco ou no painel da plataforma, e só entregue quando o dinheiro aparecer ali.
  3. Informe só o necessário para receber, como a chave Pix, e desconfie de quem insiste em saber qual banco você usa.

Se já abriu o link:

  1. Ligue para o banco pelo canal oficial e peça o bloqueio das contas, do aplicativo e dos cartões.
  2. Peça a devolução das transferências pelo mecanismo do Pix e guarde o protocolo.
  3. Registre boletim de ocorrência com a conversa, o link, o perfil do comprador e os extratos.
  4. Denuncie o perfil na plataforma onde o anúncio estava e guarde os prints, do jeito que explicamos em o que reunir quando a conta é banida.

Cada caso depende de como o acesso foi obtido e da resposta do banco, e isso merece análise individual.

Perguntas frequentes

Comprador da OLX pode mandar link para eu receber o pagamento?

Não é necessário. Para pagar, o comprador só precisa dos seus dados de recebimento. Link para o vendedor "liberar" ou "receber" o pagamento é sinal de golpe.

O que aconteceu com a lojista de Rio Preto?

Ela anunciou um produto na OLX, recebeu de um suposto comprador um link que seria obrigatório para liberar o pagamento, informou dados bancários e teve as contas da empresa invadidas, com prejuízo de pelo menos R$ 42 mil.

É seguro informar minha chave Pix ao comprador?

A chave Pix serve para receber e costuma ser informada em qualquer venda. O problema está em abrir links, passar senhas ou códigos e informar dados além do necessário.

Dá para recuperar dinheiro de golpe por Pix?

Às vezes. O banco pode acionar o mecanismo de devolução do Pix, mas a devolução depende de haver saldo na conta que recebeu, por isso o pedido precisa ser feito o quanto antes.

Onde registrar boletim de ocorrência de golpe na internet?

Na delegacia eletrônica da Polícia Civil do seu estado ou numa delegacia. Leve a conversa, o link, o anúncio e os extratos.

Fontes

Conteúdo informativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico, e não substitui a análise individual do seu caso. O processo é atividade de meio: nenhuma medida garante resultado específico.

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