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A promoção chegou pelo contato do atacadista, e a empresa teve de avisar que aqueles números não eram mais dela

Se o número da sua empresa foi clonado, avise clientes e fornecedores, leve o caso à polícia e denuncie no WhatsApp, como fez um atacado de Natal em setembro.

Interior amplo de um atacado com prateleiras altas de caixas e sacos sem rótulo, clientes empurrando carrinhos e, em primeiro plano, um homem de meia-idade olhando o celular com a testa franzida de dúvida

Quando o número de WhatsApp de uma empresa é clonado, os golpistas passam a falar em nome dela com quem já confia na marca, e o caminho seguido por um atacadista de Natal foi avisar publicamente clientes, fornecedores e parceiros, levar o caso à polícia e ao WhatsApp e pedir que ninguém respondesse, clicasse ou pagasse nada pedido por aqueles contatos. O alerta do Mar Vermelho Atacado foi noticiado em 14 de setembro de 2026.

A Tribuna do Norte e o Portal 98 FM Natal publicaram o aviso no mesmo dia. Este artigo mostra o que a empresa informou, por que esse golpe atinge também quem vende para a marca e o que fazer dos dois lados da conversa.

O que o atacadista de Natal avisou?

Segundo a Tribuna do Norte, o Mar Vermelho Atacado alertou clientes, fornecedores e parceiros sobre um golpe que usa indevidamente o nome da empresa pelo WhatsApp. Criminosos estariam usando números clonados para mandar falsas promoções, links suspeitos e pedidos de informações ou pagamentos. O alerta listou dois números, e a empresa informou que os contatos foram clonados e que já tinha adotado providências junto às autoridades policiais e ao WhatsApp.

Não reproduzimos os números aqui. As matérias também não informam se algum cliente ou fornecedor chegou a pagar, nem quanto, e por isso não há prejuízo noticiado neste caso.

Por que o cliente acredita na oferta?

Porque a mensagem chega com o nome de uma empresa que ele conhece, numa conversa parecida com a do atendimento de verdade, e uma oferta de atacado com link para aproveitar o preço convida a clicar rápido. A pessoa não está desconfiando de um desconhecido, está respondendo a uma marca de onde talvez já tenha comprado.

É o mesmo mecanismo de quando o golpista usa o nome de uma marca em anúncios e perfis, como no caso em que a MAC e o Cartão Atacadão viraram isca de golpe no Facebook. O que convence é a confiança acumulada pela empresa, e não algum detalhe técnico da mensagem.

Por que o golpe atinge também fornecedores e parceiros?

Porque, segundo o Portal 98 FM Natal, os criminosos abordam clientes, fornecedores e parceiros da empresa, e as mensagens podem conter pedidos de informações ou pagamentos. Quem negocia com a marca no dia a dia tem conversas legítimas sobre pedidos, prazos e valores, e uma mensagem do número conhecido pedindo um dado ou uma transferência pode parecer só mais um passo da rotina.

Esse lado do golpe pesa mais para o negócio, porque o fornecedor que paga ou entrega mercadoria a quem se passou pela empresa vai procurar a empresa depois. Um caso parecido, em que golpistas usavam o nome e o cadastro de uma empresa real para comprar de fornecedores, foi contado no artigo sobre pedidos falsos em nome da empresa.

O que a empresa orientou quem recebeu as mensagens?

A orientação publicada pela Tribuna do Norte foi desconsiderar as mensagens daqueles números, não responder, não acessar links, não fornecer dados pessoais ou bancários, não baixar arquivos e não fazer pagamentos pedidos pelas mensagens. A empresa também pediu que os números fossem bloqueados e denunciados no próprio WhatsApp e que, em caso de dúvida sobre promoções, pagamentos ou qualquer outra comunicação, a pessoa procurasse diretamente uma das lojas. O Portal 98 FM Natal acrescenta o pedido de não compartilhar as mensagens suspeitas, para que o golpe não alcance mais gente.

Número clonado e número novo com o nome da empresa são a mesma coisa?

Não. No caso de Natal, a empresa afirmou que os contatos foram clonados, e as matérias não explicam como isso aconteceu. Em outros casos, o golpista cria um número novo e só copia a foto e o nome da marca. Para quem recebe a mensagem, o cuidado é o mesmo, conferir por outro canal antes de pagar. Para a empresa, vale descobrir como o acesso foi perdido, porque muitas vezes ele começa num código de verificação repassado a quem pediu, como mostra o artigo sobre o código que chegou por SMS e colocou o WhatsApp da empresa em jogo.

O que fazer agora

Se a sua empresa descobriu que o número dela foi clonado ou está sendo imitado:

  1. Publique o alerta nos canais oficiais, como site, perfis e e-mail, dizendo quais números não são seus e o que a empresa nunca pede por mensagem.
  2. Avise diretamente fornecedores e parceiros, e não só clientes, porque é com eles que circulam pedidos de pagamento.
  3. Leve o caso à polícia, com prints das mensagens que chegaram a você e a data em que soube do problema.
  4. Denuncie os números no WhatsApp e peça a quem recebeu que faça o mesmo.
  5. Diga onde conferir, como fez o atacadista ao indicar as lojas para qualquer dúvida sobre promoção ou pagamento.
  6. Guarde tudo o que chegar de clientes e fornecedores, porque esses relatos ajudam a mostrar desde quando o golpe circula.

Se você recebeu a mensagem:

  1. Não clique, não pague e não passe dados.
  2. Confirme a oferta ou o pedido por outro canal, como o telefone da loja, o site ou o vendedor que já atende você.
  3. Bloqueie e denuncie o contato no WhatsApp.

Cada caso tem detalhes próprios, como a forma de pagamento e o que foi feito com os dados, e isso pede análise individual.

Perguntas frequentes

Clonaram o WhatsApp da minha empresa. O que fazer primeiro?

Avisar clientes, fornecedores e parceiros nos canais oficiais quais números não são seus, levar o caso à polícia e denunciar os números no WhatsApp.

Recebi promoção pelo WhatsApp de uma loja conhecida. Como saber se é verdade?

Confira por outro canal, como o site, o telefone da loja ou uma visita, antes de clicar ou pagar. O atacadista de Natal orientou procurar uma das lojas em caso de dúvida.

Fornecedor pode ser alvo do golpe do número clonado?

Pode. No caso de Natal, as matérias dizem que os criminosos abordavam também fornecedores e parceiros, com pedidos de informações ou pagamentos.

Devo repassar a mensagem suspeita para avisar os outros?

A empresa pediu que as mensagens suspeitas não fossem compartilhadas. O aviso deve sair dos canais oficiais da própria empresa.

Fontes

Conteúdo informativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico, e não substitui a análise individual do seu caso. O processo é atividade de meio: nenhuma medida garante resultado específico.

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