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Mais de 2.500 sites falsos de pedágio sem cancela, e o pagamento caindo no anúncio errado

A Pedágio Digital diz ter derrubado mais de 2.500 sites falsos com o nome dela. Veja como o golpe do free flow usa anúncio na busca e o prazo de 16 de novembro.

Rodovia brasileira ao entardecer vista do acostamento, com um pórtico de metal e caixas de sensores atravessando as pistas sem cabines de pedágio, carros e um caminhão passando com rastros de luz sob o céu alaranjado que escurece para o azul

O golpe do pedágio sem cancela funciona com sites que copiam o visual das plataformas oficiais de pagamento do Free Flow e aparecem em anúncios pagos acima dos resultados da busca, de modo que o motorista paga a passagem a um golpista achando que quitou a dívida com a concessionária. Só a Pedágio Digital, que reúne Motiva, EcoRodovias, CNL e Tamoios, diz ter derrubado mais de 2.500 endereços falsos que usavam o nome dela, segundo a coluna Via Digital publicada em 11 de outubro de 2026 pela Mecânica Online.

Quem roda a trabalho, com caminhão, frota ou carro da empresa, passa por pórtico várias vezes na semana e costuma resolver o pagamento pelo celular, entre uma entrega e outra. É esse momento de pressa que o golpe procura, e li as matérias sobre o assunto para separar o que as fontes afirmam do que é suspeita.

Como o golpe do pedágio sem cancela funciona?

No Free Flow não existe cabine, porque o pórtico registra a passagem e o motorista paga depois, pela internet, e foi essa mudança que levou o pagamento da estrada para o celular. A coluna da Mecânica Online descreve três frentes do golpe, que são os sites falsos, os anúncios patrocinados e as mensagens com cobranças inventadas.

A Alpha Autos, em matéria de 29 de setembro de 2026, explica que a página fraudulenta pode copiar logotipo, cores, textos e organização visual, mas usa outro endereço, e que criminosos podem comprar anúncios para exibir sites falsos nas primeiras posições, acima dos resultados encontrados. A mesma matéria registra que o domínio oficial informado pela Pedágio Digital é pedagiodigital.com.

Na prática, o motorista digita "pagar pedágio free flow" na busca, clica no primeiro link porque ele parece o oficial, informa a placa e paga, e a passagem continua em aberto porque o dinheiro nunca chegou à concessionária.

Por que tanta gente paga no lugar errado?

Porque a pressa trabalha a favor do golpista, já que, segundo a Mecânica Online, o prazo do Contran para regularizar passagens sem multa termina em 16 de novembro, e depois disso cada passagem não paga pode gerar multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira. Esse prazo vem de uma regra de transição do Contran publicada em abril de 2026, que o blog da Sem Parar identifica como a Deliberação 277/2026, e até 23 de outubro de 2026, quando conferi, não localizei notícia de prorrogação.

A mesma coluna diz que já foram emitidas pelo menos três milhões de multas nesse sistema, e quem descobre de repente uma lista de passagens pendentes tende a procurar a solução mais rápida, que é justamente o primeiro resultado da busca. O anúncio pago aproveita essa urgência, porque aparece acima dos resultados como se fosse o canal oficial.

A busca no Google também leva ao falso atendente?

Leva, e o caso de Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, mostra o outro lado do mesmo atalho. Segundo o Jornal da Nova, em 9 de outubro de 2026, um caminhoneiro de 46 anos precisava recarregar a tag e pesquisou no Google o atendimento da Sem Parar, encontrou um número que parecia ser o oficial e começou a conversar por WhatsApp com uma mulher que se apresentou como funcionária da empresa.

Ela disse que havia cerca de R$ 600 disponíveis na tag que precisavam ser regularizados e mandou uma chave Pix, e ele fez transferências que somaram R$ 1.199,89 na tarde de quinta-feira, 8 de outubro. Ao tentar retomar a conversa, percebeu que tinha sido bloqueado, e o caso foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil de Nova Andradina.

Aqui não houve site falso, e sim um telefone falso achado na busca, o que mostra que o problema não é só o endereço da página, mas qualquer contato que o motorista aceita como oficial porque apareceu no topo do Google. Já escrevi sobre esse mecanismo no falso alerta de vírus que começa num anúncio do Google e no golpe do falso gerente do banco, e a lógica se repete.

Como diferenciar o site oficial do falso?

O caminho que as fontes apontam é o endereço, e não a aparência, já que o visual pode ser copiado inteiro. A coluna da Mecânica Online orienta digitar o endereço do site em vez de clicar em anúncios ou links, conferir o domínio na barra do navegador e consultar as pendências direto no canal da concessionária da rodovia ou no aplicativo CNH do Brasil.

A Pedágio Digital também diz não enviar cobranças por WhatsApp, SMS ou e-mail, e por isso a mensagem que chega com link de pagamento e uma ameaça de multa já é motivo para parar. O mesmo cuidado com uma letra trocada no endereço aparece no caso do site falso da Leroy Merlin, em que a loja copiada funcionava inteira e só o domínio denunciava a fraude.

E se a empresa já pagou no site falso?

O pagamento feito ao golpista não quita a passagem, porque a concessionária não recebeu, e por isso a primeira providência é consultar no canal oficial se a pendência continua aberta e pagar ali dentro do prazo. Ao mesmo tempo, vale guardar o endereço do site, o print do anúncio, o comprovante do Pix ou do cartão e registrar boletim de ocorrência, como fez o caminhoneiro de Nova Andradina.

Se o pagamento foi por Pix, o banco de quem pagou deve ser avisado o quanto antes, porque o pedido de devolução depende de análise da instituição e do saldo que ainda estiver na conta de destino. Quem responde pelo prejuízo em cada caso depende das provas e de como o pagamento foi feito, e isso precisa ser analisado individualmente.

O que fazer agora

  1. Digite o endereço oficial da concessionária ou da plataforma de pagamento em vez de clicar em anúncio, e salve esse endereço nos favoritos do celular de quem dirige.
  2. Confira o domínio na barra do navegador antes de informar placa ou pagar, porque logotipo e cores podem ser copiados.
  3. Consulte as pendências no canal da concessionária ou no aplicativo CNH do Brasil, e não pelo link que chegou por mensagem.
  4. Desconfie de cobrança por WhatsApp, SMS ou e-mail, já que a Pedágio Digital diz não usar esses canais.
  5. Não procure telefone de atendimento pela busca, e use o número que está no site ou no aplicativo oficial da empresa da tag.
  6. Se pagou no lugar errado, guarde tudo (endereço, print, comprovante), avise o banco, registre boletim de ocorrência e quite a passagem no canal oficial dentro do prazo.

Perguntas frequentes

O que é o golpe do pedágio free flow?

É o golpe em que sites falsos, anúncios patrocinados e mensagens com cobranças inventadas imitam as plataformas oficiais de pagamento do pedágio sem cancela. A Pedágio Digital, que reúne Motiva, EcoRodovias, CNL e Tamoios, diz ter derrubado mais de 2.500 endereços falsos com o nome dela, segundo a Mecânica Online de 11 de outubro de 2026.

Até quando dá para pagar o free flow sem multa?

Segundo a Mecânica Online, o prazo do Contran para regularizar passagens sem multa termina em 16 de novembro de 2026. Depois disso, cada passagem não paga pode gerar multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira. Até 23 de outubro de 2026 não localizei notícia de prorrogação.

A Pedágio Digital manda cobrança por WhatsApp?

Não, segundo a própria empresa citada pela Mecânica Online, que diz não enviar cobranças por WhatsApp, SMS ou e-mail. A Alpha Autos informa que o domínio oficial dela é pedagiodigital.com.

Pagar no site falso quita a passagem?

Não, porque o dinheiro vai para o golpista e a concessionária não recebe. A passagem continua em aberto e precisa ser paga no canal oficial dentro do prazo, além de guardar as provas e registrar boletim de ocorrência.

O golpe também acontece por telefone?

Sim. Em Nova Andradina, segundo o Jornal da Nova, um caminhoneiro de 46 anos procurou no Google o atendimento da Sem Parar para recarregar a tag, falou por WhatsApp com uma falsa funcionária e transferiu R$ 1.199,89 por Pix em 8 de outubro de 2026, sendo bloqueado depois.

Fontes

Conteúdo informativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico, e não substitui a análise individual do seu caso. O processo é atividade de meio: nenhuma medida garante resultado específico.

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