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A corrida de táxi custava R$ 30,75 e a maquininha registrou uma compra de R$ 30.350

Um torcedor do Boca digitou R$ 30,75 na maquininha do táxi em São Paulo e foi cobrado R$ 30.350. Confira o valor no visor antes da senha e veja o que fazer.

Dentro de um táxi em São Paulo durante o dia, um torcedor argentino de meia-idade com cachecol listrado azul e amarelo, sentado no banco de trás ao lado do filho adolescente, segura a máquina de cartão entregue pelo motorista, cujo braço se estica do banco da frente, com prédios desfocados pela janela

No golpe da maquininha, o valor que aparece na cobrança não é o que a pessoa achou que estava pagando, e por isso a regra é conferir no visor o valor inteiro, com vírgula e centavos, antes de digitar a senha. Em São Paulo, um torcedor argentino do Boca Juniors relata que digitou R$ 30,75 na máquina entregue por um taxista em 15 de setembro de 2026 e depois viu uma compra de R$ 30.350. O motorista foi indiciado por estelionato eletrônico e responde em liberdade.

O caso foi publicado em 28 de setembro pelo BP Money e pelo BNews São Paulo, a partir de reportagem do g1. O indiciamento é a conclusão da polícia sobre a existência de indícios e não significa condenação, como registra o BP Money.

O que aconteceu no táxi?

O torcedor estava na capital paulista com o filho para o jogo entre São Paulo e Boca Juniors pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, no Morumbis. Por volta das 11h30 de 15 de setembro, horas antes da partida, os dois pegaram um táxi até o Museu do Futebol, no Pacaembu. O motorista informou que a corrida custaria R$ 30,75.

Segundo o relato do torcedor reproduzido pelas duas fontes, o motorista entregou a máquina, ele digitou o valor da corrida e depois apareceu uma compra de R$ 30.350. Ele afirma que não errou o número nem fez doação, e disse ainda que, mesmo se tivesse errado, o motorista deveria ter devolvido o dinheiro.

O comprovante apresentado na investigação, segundo o BP Money, mostra que o valor foi para uma conta vinculada ao motorista. O torcedor apresentou à polícia mensagens em que cobrava a devolução, que ficaram sem resposta, e registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista.

O que o motorista disse?

Segundo os policiais que o ouviram, ele afirmou que acreditava ter recebido uma gorjeta, e pelo registro policial confirmou ter recebido a quantia e disse ter entendido o pagamento como uma doação. Depois, de acordo com os policiais, afirmou que usou R$ 19 mil para quitar dívidas e que não conseguiria devolver tudo de uma vez, e teria proposto pagar R$ 1 mil por mês durante 15 meses. Segundo o torcedor, cerca de R$ 11.700 já foram devolvidos.

O delegado Luiz Alberto Guerra, da 1ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista, disse ao g1 que o entendimento da polícia é de má-fé do motorista. Na abordagem, os policiais encontraram uma máquina de pagamento que seria compatível com a usada na transação e apreenderam também um celular. Segundo o BP Money, o motorista trabalhava de forma irregular, e o responsável pela frota já tinha pedido o carro de volta.

Por que ninguém confere o valor na hora?

Porque a corrida é barata e a confirmação parece rotina, e a máquina pertence a quem recebe o pagamento, não a quem paga. No caso de São Paulo, as matérias não explicam como o valor de R$ 30.350 foi parar na transação, e é a investigação que vai dizer.

A mesma desatenção serve para qualquer pagamento em máquina de outra pessoa, no táxi, na feira, no delivery ou no balcão de uma loja.

Isso é crime?

A Polícia Civil indiciou o motorista por estelionato cometido por meio eletrônico, previsto no artigo 171, parágrafo 2º-A, do Código Penal, que prevê reclusão de 4 a 8 anos e multa quando a fraude é cometida com informações fornecidas pela vítima induzida a erro por meio eletrônico ou meio fraudulento análogo. A decisão sobre o caso cabe à Justiça.

O que fazer agora

Antes de pagar em máquina de outra pessoa:

  1. Confira no visor o valor inteiro, com vírgula e centavos, antes de digitar a senha.
  2. Segure você mesmo a máquina enquanto confere, e não aceite pressa.
  3. Peça o comprovante e olhe o valor impresso ou enviado por mensagem.
  4. Abra o aplicativo do banco logo depois e confira o lançamento.

Se o débito veio errado:

  1. Fale com quem recebeu e peça o estorno, guardando as mensagens.
  2. Acione o banco ou o emissor do cartão no mesmo dia e peça a contestação da transação.
  3. Registre boletim de ocorrência com o comprovante, o extrato e as mensagens.
  4. Anote o que identificar o vendedor ou o veículo, como placa, nome da frota e horário.

A contestação de cartão tem regras próprias, e o outro lado dela aparece no caso da loja que entregou a mercadoria e teve a venda cancelada no golpe do link de pagamento com cartão de terceiro. Quem comprou e recebeu outra coisa encontra o caminho no caso de quem recebeu pedra na caixa. Cada situação depende de como o pagamento foi feito, e isso pede análise individual.

Perguntas frequentes

Paguei valor errado na maquininha. O que faço?

Fale com quem recebeu e peça o estorno, acione o banco ou o emissor do cartão no mesmo dia para contestar a transação e registre boletim de ocorrência com comprovante e extrato.

Como evitar o golpe da maquininha?

Confira no visor o valor inteiro, com vírgula e centavos, antes de digitar a senha, peça o comprovante e olhe o extrato logo depois.

O taxista de São Paulo foi condenado?

Não. Segundo o BP Money, ele foi indiciado por estelionato eletrônico e responde em liberdade, e o indiciamento não significa condenação.

O torcedor recebeu o dinheiro de volta?

Em parte. Segundo o torcedor, cerca de R$ 11.700 já foram devolvidos, depois de o motorista propor pagar R$ 1 mil por mês durante 15 meses.

Cobrar valor a mais na maquininha é crime?

Depende dos fatos. No caso de São Paulo, a polícia enquadrou como estelionato por meio eletrônico, previsto no artigo 171, parágrafo 2º-A, do Código Penal.

Fontes

Conteúdo informativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico, e não substitui a análise individual do seu caso. O processo é atividade de meio: nenhuma medida garante resultado específico.

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